Um Fórum Econômico para Empreendedores Sociais

Cybele em Davos

De 17 a 20 de janeiro, o Fórum Econômico Mundial reuniu os principais líderes do planeta em Davos com uma pauta muito além da Economia e Política

 

O Fórum Econômico Mundial parece abrir cada vez mais espaço para as transversalidades do crescimento econômico e para a necessidade de se discutir a sustentabilidade real desse crescimento. Ao longo de suas últimas edições, tem sido cada vez maior o número de instituições, agentes e empreendedores da área social a participar do evento, realizado como sempre na cidade de Davos, na Suíça.
O Encontro deste ano traz como tema “Liderança Responsiva e Responsável” e focaliza quatro desafios chave de liderança para 2017: fortalecer a colaboração global, revitalizar o crescimento econômico, reformar o capitalismo e preparar a Quarta Revolução Industrial – um grande salto impulsionado pela era digital, que está transformando a maneira como vivemos e trabalhamos. As discussões, entretanto, variaram entre temas como crise global de alimentos até a inserção de jovens no debate político.
Mais da metade das 400 sessões se concentraram na inclusão social e sua importância para o desenvolvimento. Houve ainda 30 sessões dedicadas a encontrar maneiras melhores de lidar com as crises humanitárias, além dos incontáveis encontros entre empreendedores sociais – com novas abordagens do mundo empresarial para resolver antigos problemas sociais.
Hilde Schwab, Presidente e co-fundadora da Fundação Schwab, explica que os empreendedores sociais dedicam seus talentos e habilidades à criação de um mundo mais justo, inclusivo e pacífico. “Eles nunca pensam, ‘alguém vai consertar isso’, eles vêem o problema social, enxergam uma oportunidade dentro desse problema e partem para consertá-lo”.
Cybele Amado, Diretora Presidente do ICEP (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa), esteve no evento como membro da Fundação Schwab, junto a outros associados de diversos lugares do mundo. Cybele integrou especialmente as discussões do eixo “Education and Skills” (Educação e Habilidades, em livre tradução) e teve no Fórum a oportunidade de compartilhar a experiência exitosa e as inovações no campo da Educação que o Instituto e sua equipe vêm desenvolvendo há mais de 20 anos e alinhar esse pensamento com as principais temáticas mundiais sobre o assunto.
“Em todo o Fórum está muito clara a ideia de que sem colaboração e sem estarmos juntos não avançamos”, conta a presidente, que chama a atenção para o caráter de “chamamento” que tem o evento. “A Responsabilidade Responsiva, que está no centro das discussões do Fórum, nos convoca a compreender que além de darmos respostas ao mundo e respondermos a ele, é preciso assumirmos como nossos os compromissos de colaboração e esforços de mudança, a fim de construirmos agendas politicas, econômicas e estratégicas implicadas com estas questões”.
Em reuniões paralelas, Cybele pôde debater alternativas para a Educação com nomes como o da senhora Janina Kugel, Membro do Conselho Administrativo e Diretora de Recursos Humanos da Siemens; dos senhores Jacques Werra e Pierre Willa, Vice Reitor e Diretor de Relações Internacionais da Universidade de Genebra; Maurício Minas, Diretor Vice-Presidente Executivo do Bradesco; e Mauricio Muller, Presidente para a América Latina do Grupo Royal DSM. Dentre as perspectivas abertas, está a valorização da responsabilidade social empresarial. “Os três setores estavam reunidos em Davos. É evidente a importância da interação entre eles para que tenhamos novos projetos e recursos para a área social, com planejamento do estado, gestão social e o empuxo dado pelos fundos oriundos das empresas”, destaca Cybele.
Os membros da rede Schwab participaram do Fórum a fim de colaborar com ideias para que o crescimento econômico pressuponha necessariamente o bem estar social. A fundadora Hilde considera que essa é uma estrutura importante e que tem trabalhado muito ao redor do mundo. “Os Empreendedores Sociais são os arquitetos das sociedades em que queremos viver: sociedades que oferecem oportunidades educacionais a todos. Sociedades que respeitam os direitos das mulheres. Sociedades que ajudam nossos cidadãos mais vulneráveis a ter sucesso”, orgulha-se.
Empreendedor Social
O termo Empreendedor Social foi cunhado por Bill Drayton, Fundador e CEO da organização Ashoka, ao perceber a existência de indivíduos que combinam pragmatismo e compromisso com resultados e visão de futuro para realizar profundas transformações sociais. O Empreendedor Social aponta tendências e traz soluções inovadoras para problemas sociais e ambientais, seja por enxergar um problema que ainda não é reconhecido pela sociedade e/ou por vê-lo por meio de uma perspectiva diferenciada. Por meio da sua atuação, ele (a) acelera o processo de mudanças e inspira outros atores a se engajarem em torno de uma causa comum.

Cybele Amado é baiana e trabalha com educação há cerca de trinta anos. Em 2012, foi ganhadora da 8ª edição do Prêmio Empreendedor Social, promovido pela Folha de São Paulo. O Instituto Chapada de Educação e Pesquisa, que fundou e dirige, atua em mais de 20 municípios e é parceiro dos melhores resultados do IDEB municipal na Bahia. Sua tecnologia educacional é reconhecida como inovadora por redes mundiais como a Fundação Schwab e a Ashoka.

Informações:
Bruno Machado
Analista de Comunicação – ICEP
(71) 3052-0901/ 9.8812-8868 | brunomachado@institutochapada.org.br

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